sexta-feira, 11 de março de 2011

Espero que esteja ajudando com as informações onde localizo e posto com a intenção somente de ajudar nessa fase tão importante na nossa vida e na do bebê.

Amamentar....

Amamentar é muito mais do que nutrir a criança. É um processo que envolve interação profunda entre mãe e filho, com repercussões no estado nutricional da criança, em sua habilidade de se defender de infecções, em sua fisiologia e no seu desenvolvimento cognitivo e emocional, além de ter implicações na saúde física e psíquica da mãe.


TIPOS DE ALEITAMENTO MATERNO

É muito importante conhecer e utilizar as definições de aleitamento materno adotadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e reconhecidas no mundo inteiro (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2007a). Assim, o aleitamento materno costuma ser classificado em:

  • Aleitamento materno exclusivo – quando a criança recebe somente leite materno, direto da mama ou ordenhado, ou leite humano de outra fonte, sem outros líquidos ou sólidos, com exceção de gotas ou xaropes contendo vitaminas, sais de reidratação oral, suplementos minerais ou medicamentos.
  • Aleitamento materno predominante – quando a criança recebe, além do leite materno, água ou bebidas à base de água (água adocicada, chás, infusões), sucos de frutas e fluidos rituais.
  • Aleitamento materno – quando a criança recebe leite materno (direto da mama ou ordenhado), independentemente de receber ou não outros alimentos.
  • Aleitamento materno complementado – quando a criança recebe, além do leite materno, qualquer alimento sólido ou semi-sólido com a finalidade de complementá-lo, e não de substituí-lo. Nessa categoria a criança pode receber, além do leite materno, outro tipo de leite, mas este não é considerado alimento complementar.
  • Aleitamento materno misto ou parcial – quando a criança  recebe leite materno e outros tipos de leite.

DURAÇÃO DA AMAMENTAÇÃO

Vários estudos sugerem que a duração da amamentação na espécie humana seja, em média, de dois a três anos, idade em que costuma ocorrer o desmame naturalmente (KENNEDY, 2005).
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam aleitamento materno exclusivo por seis meses e complementado até os dois anos ou mais.
Não há vantagens em se iniciar os alimentos complementares antes dos seis meses, podendo, inclusive, haver prejuízos à saúde da criança, pois a introdução precoce de outros alimentos está associada a:

  • Maior número de episódios de diarréia;
  • Maior número de hospitalizações por doença respiratória;
  • Risco de desnutrição se os alimentos introduzidos forem nutricionalmente inferiores ao leite materno, como, por exemplo, quando os alimentos são muito diluídos;
  • Menor absorção de nutrientes importantes do leite materno, como o ferro e o zinco;
  • Menor eficácia da lactação como método anticoncepcional;
  • Menor duração do aleitamento materno.

    No segundo ano de vida, o leite materno continua sendo importante fonte de nutrientes. Estima-se que dois copos (500ml) de leite materno no segundo ano de vida fornecem 95% das necessidades de vitamina C, 45% das de vitamina A, 38% das de proteína e 31% do total de energia. Além disso, o leite materno continua protegendo contra doenças infecciosas. Uma análise de estudos realizados em três continentes concluiu que quando as crianças não eram amamentadas no segundo ano de vida elas tinham uma chance quase duas vezes maior de morrer por doença infecciosa quando comparadas com crianças amamentadas. (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2000).


quinta-feira, 10 de março de 2011

Como fazer para que a criança aceite os alimentos?

Estimulando sabores, variando os alimentos, consistência ou formas de preparo. É importante que a criança possa pegar pequenos pedaços de alimentos, como tirinhas de legumes, carnes ou frutas, despertando nelas a curiosidade e o desejo de levá-los à boca.
Nunca force a criança a comer e procure criar uma atmosfera agradável.


Como deve ser a consistência da comidinha?

A partir do 6º mês a criança está pronta para receber alimentos sólidos, bem cozidos, sob forma de papa ou purê. Não é indicado passar os alimentos pela peneira ou mesmo triturá-los no liquidificador. Devem ser amassados ou desfiados, em pedaços bem pequenos e oferecidos com auxílio de colher, pausadamente.


Existem leis que
protegem a amamentação?



Sim. São elas:
  • As trabalhadoras da cidade e do campo têm direito à licença maternidade de 120 dias, sem prejuízo do emprego e do salário;
  • Dois descansos remunerados por dia, cada um de 30 minutos a cada 4 horas trabalhadas, até 6 meses de idade do bebê, além dos intervalos normais para repouso e alimentação;
  • Berçário, creche ou um ambiente apropriado para amamentação, dentro ou fora do local de trabalho, sempre que a empresa tiver 30 ou mais mulheres maiores de 16 anos trabalhando;
  • Licença-paternidade de 5 dias a contar do dia do nascimento do bebê;
  • No caso de adoção ou guarda judicial de crianças com até um ano de idade, a licença-maternidade será de 120 dias; crianças com um a quatro anos de idade, a licença será de 60 dias e para crianças de quatro a oito anos, a licença será de 30 dias.
  • A licença-maternidade só será concedida mediante a apresentação do termo judicial de guarda à adotante ou guardiã.
Você pode ajudar na defesa e promoção, conhecendo normas e leis que protegem a amamentação!!!

A Norma Brasileira de Comercialização de alimentos para lactentes e crianças de primeira infância, bicos, chupetas e mamadeiras (NBCAL), transformada na Lei nº 11.265/06, é um instrumento que regulamenta a fabricação, a comercialização e o uso apropriado desses produtos. O objetivo é contribuir para a adequada nutrição dos lactentes (até 12 meses de idade) e das crianças de primeira infância (crianças de 12 meses a 3 anos de idade), protegendo e incentivando a amamentação.

Todos podem conhecer e aplicar
a NBCAL e Lei nº 11.265/06:

Da Promoção Comercial

  • É proibida qualquer promoção comercial de fórmulas infantis, mamadeiras e chupetas nas farmácias, supermercados, lojas de departamentos, revistas, rádio, televisão etc.
  • Qualquer promoção dos demais leites e alimentos complementares precisam trazer uma advertência de acordo com o tipo de produto, para que eles não sejam utilizados de maneira inapropriada e/ou prejudiquem a prática da amamentação. 
Da Rotulagem
  • Os rótulos desses produtos não podem conter fotos ou imagens de lactentes e/ou frases que possam colocar a mãe em dúvida quanto à sua capacidade de amamentar. Os rótulos precisam trazer advertência sobre a superioridade da amamentação, entre outras.
  •  As fórmulas infantis, leites fluídos, leites em pó, leites em pó modificados, leites de diversas espécies animais e vegetais devem ter a seguinte advertência: “AVISO IMPORTANTE: o leite materno evita infecções e alergias e é recomendado até dois anos de idade ou mais.”
  •  Alimentos de transição e alimentos à base de cereais indicados para lactentes e/ou crianças de primeira infância, bem como alimentos à base de leite ou não devem ter a seguinte advertência: “O Ministério da Saúde adverte: após os seis meses de idade, continue amamentando seu filho e ofereça novos alimentos”

Como entrar em contato com
os Bancos de Leite Humano?

A Rede Nacional de Bancos de Leite Humano - REDEBLH
é constituída por 182 unidades, coordenada pelo Centro
de Referência Nacional, com sede no Instituto Fernandes
Figueira da Fundação Oswaldo Cruz. Os BLH possuem
pessoal capacitado para ajudar as mães na amamentação
e para processamento do leite humano que será doado às
maternidades.

Região Sudeste
Rio de Janeiro
Instituto Fernandes Figueira
Av. Rui Barbosa, 716 - Térreo
Rio de Janeiro-RJ
Tel: 21-2554-1703/0800-268877
Fax: 21-2553-9662
E-mail: redeblh@fiocruz.br

São Paulo - Capital
Hospital e Maternidade Leonor 
Mendes de Barros
 Av. Celso Garcia, 2477-3º andar
São Paulo-SP
Tel: 11- 6292-4188 R256
Tel/Fax: 11-6692-4068
E-mail: blhleonor@ig.com.br

São Paulo - Interior
Hospital das Clínicas da
Faculdade de Medicina de
Ribeirão Preto - USP

Av. Santa Luzia, 387
Ribeirão Preto-SP
Tel: 16-3610-8686
Tel/Fax: 16-3610-2649
E-mail: analia_heck@uol.com.br

Minas Gerais
Maternidade Odete Valadares
Av. Contorno, 9494 
Belo Horizonte-MG
Tel: 31-3337-5678
Fax: 31-3337-1854 
E-mail: movleite@bol.com.br

Espírito Santo
Hospital Dr. Dório Silva
Av. Eudes Scherrer de Souza, s/n-Serra-ES
Tel: 27-3138-8905
Fax: 27-3138-8172
E-mail: hds.blh@saude.es.gov.br


Região Sul
Rio Grande do Sul
Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre 
Rua Annes Dias, 285
Porto Alegre-RS
Tel: 51-32148284
Fax: 51-3214-8585
E-mail: daniela.ribeiro@santacasa.tche.br

Paraná
Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná
Rua General Carneiro, 181
Curitiba-PR
Tel: 41-3360-1867
Fax: 41-3264-5872
E-mail: grazziot@gmail.com

Santa Catarina
Maternidade Darcy Vargas
Rua Miguel Couto, 44
Joinville-SC
Tel: 47-3461-5704
Fax: 47-3461-5819
E-mail : bancodeleite@yahoo.com.br


Região Centro-Oeste
Goiás

Hospital Materno Infantil de Goiânia
Rua R -7 esq. Av. Perimetral, s/n
Goiânia-GO
Tel: 62-3291-4900 R.211
Fax: 62-3291-9265
E-mail: hmi@saude.go.gov.br

Brasília
Hospital Regional de Taguatinga
Setor C, Área Especial Norte, 24
Brasília-DF
Tel: 61-3353-1017
Fax: 61-3352-6900
E-mail: blhhrt@saude.df.gov.br

Mato Grosso
Hospital Geral Universitário
Rua 13 de Junho, 2101
Cuiabá-MT
Tel: 65-3616-7035
Fax: 65-3616-7037
E-mail: blhgu@terra.com.br

Mato Grosso do Sul
Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian
Av. Senador Felinto Muller, s/n
Campo Grande-MS
Tel: 67-3345-3027/3345-3028
Fax: 67-3345-3049
E-mail: bancodeleite@nhu.ufms.br

Região Norte
Pará
Santa Casa de Misericórdia do Pará
Rua Oliveira Belo, 395
Belém-PA
Tel: 91-4009-2318
Fax: 91-4009-2244
E-mail: eunicebegot@globo.com

Acre
Maternidade Bárbara Heliodora
Av. Getúlio Vargas,811
Rio Branco-AC
Tel: 68-3224-1290 R.34
Fax: 68-3223-5829
E-mail: mvany@uol.com.br

Amazonas
Maternidade Ana Braga
Alameda Cosme Ferreira, s/n
Manaus-AM
Tel: 92-32946824
E-mail: jeffeped@uol.com.br

Amapá
Hospital da Mulher Mãe Luzia
Avenida Fab, 81
Macapá-AP
Tel: 96-32242117
Fax: 96-3224-2117
E-mail: blh-ap@hotmail.com

Rondônia
Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro
Av. Governador Jorge Teixeira, 3.766
Porto Velho-RO
Tel: 69-3216-5715
E-mail: maria.socorro.tavares@bol.com.br

Roraima
Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth
Av. Presidente Costa e Silva, 1.100
Boa Vista-RR
Tel: 95-3623-2444
Fax: 95-3623-1846
E-mail: blhrr@saude.rr.gov.br

Tocantins
Hospital de Referência Dona Regina
104 Norte, Rua NE-05-Lote 31-A 41
Palmas-TO
Tel: 0800-6468283/63-3218-7734
Fax: 63-3218-1707
E-mail: nutriwal2@hotmail.com

Região Nordeste
Alagoas
Maternidade Escola Santa Mônica
Av. Comendador Leão, s/n
Maceió-AL
Tel: 82-3315-4434
Fax: 82-3323-0360
E-mail: cartisano@uol.com.br

Bahia
Hospital Geral Cleriston Andrade
Av. Eduardo Fróes da Mota
Feira de Santana-BA
Tel/Fax: 75-3221-0353
E-mail: gracietevieira@terra.com.br

Ceará
Hospital Geral Dr. César Calls
Av. Imperador, 545
Fortaleza-CE
Tel: 85-3101-5367
Fax: 85-3101-5337
E-mail: rejanes@saude.ce.gov.br

Maranhão
Hospital e Maternidade Marly Sarney
Av. Jerônimo Albuquerque, s/n
São Luís-MA
Tel: 98-3311-3032
E-mail: irerocos@ig.com.br

Paraíba
Maternidade Frei Damião
Av. Centenário, s/n
João Pessoa-PB
Tel: 83-3215-6020/3215-6047
Fax: 83-3215-6002
E-mail: blhanc@yahoo.com.br

Pernambuco
Instituto Materno Infantil Professor Fernando Figueira
Rua dos Coelhos , 300
Recife-PE
Tel: 81-2122-4719
Fax: 81-2122-4722
E-mail: bancodeleite@imip.org.br

Piauí
Maternidade Dona Evangelina Rosa
Av. Higino Cunha, 1.552
Teresina-PI
Tel: 86-3228-2022
Fax: 86-3228-1714
E-mail: blhpi@hotmail.com

Rio Grande do Norte
Maternidade Escola Januário Cicco
Av. Nilo Peçanha, 259
Natal-RN
Tel: 84-3215-4308/ 0800-842400
Fax: 84-3215-4386/ 3202-3398
E-mail: administ@maternidade.ufrn.br

Sergipe
Maternidade Hildete Falcão Baptista
Rua Recife, s/n
Aracaju-SE
Tel: 79-3226-6335
Fax: 79-3226-6335
E-mail: blhmhfb2@ig.com.br

Fonte: Projeto de Inclusão Social e Desenvolvimento Comunitário

quarta-feira, 9 de março de 2011

Quando o bebê pode comer outros alimentos, além do leite materno?

A partir dos 6 meses, continuar amamentando e oferecer novos alimentos, inclusive água tratada, filtrada ou fervida. Por volta dos 8 meses, a criança poderá receber os alimentos preparados para a família, sem excesso de sal ou gordura. Para temperar use alho, cebola, ervas e um fio de óleo.


Quais alimentos devem ser usados na comidinha do bebê?

Usar alimentos caseiros da época, utilizados pela família. As papas de fruta amassada ou raspada devem ser usadas para os horários de lanche. Para fazer a papa salgada use sempre um cereal ou tubérculo (arroz, batata, mandioca, cará, inhame, milho, farinhas, batata doce), um tipo de carne ou gema de ovo (carne vermelha, frango, peixe, miúdos), ou um tipo de grão (feijão, lentilha, soja, grão de bico, ervilha seca) e um tipo de verdura de folha (chicória, alface, couve, espinafre) legumes (cenoura, abóbora, abobrinha, beterraba), variados e coloridos.


Quais alimentos não podem faltar?



Usar, sempre que possível, alimentos verde-escuros (chicória, couve, brócolis, espinafre...), amarelo-alaranjados (cenoura, mamão, laranja, manga, abóbora...), carnes, feijões, além de água filtrada ou fervida e leite materno. Quanto mais variada e colorida, mais nutritiva e estimulante se torna a alimentação da criança.



Quais alimentos não são indicados?

Refrigerantes, sucos industrializados, doces em geral, balas, chocolate, sorvetes, biscoitos recheados, salgadinhos, enlatados, embutidos (salsicha, lingüiça, mortadela, presunto...), frituras, café, chá mate, chá preto ou mel não devem ser oferecidos à criança. Estes alimentos são ricos em gorduras, açúcar, conservantes ou corantes e podem comprometer o crescimento e desenvolvimento, além de aumentarem o risco de doenças como alergias, obesidade e carências de vitaminas e minerais.


Existe algum cuidado especial no preparo das refeições?

Lavar bem as mãos, com água e sabão, os utensílios domésticos e as superfícies para a preparação e oferecimento dos alimentos. Toda verdura, legume e fruta deve ser lavada em água corrente tratada, filtrada ou fervida, antes de serem descascadas. Os alimentos devem ser bem cozidos e de preferência preparados em quantidade suficiente para uma refeição, que deve ser servida logo após o preparo. Não oferecer restos (do prato) da refeição anterior. Os alimentos devem ser guardados em vasilhas limpas, secas, tampadas, em local fresco, na geladeira.


Quantas vezes por dia a
criança precisa comer outros
alimentos, além do leite?

Se mama no peito, além da água:

  • Entre 6 e 7 meses – duas papas de fruta e uma refeição salgada. 
  • Entre 8 e 12 meses – duas refeições salgadas e uma papa de fruta.
  • A partir dos 12 meses – duas refeições salgadas, três lanches intermediários de fruta, sendo um complementado com cereais, pão ou biscoito sem recheio.
 Se não mama no peito, além da água:
  •  Iniciar a introdução de alimentos a partir do quarto mês – duas papas de fruta e uma refeição salgada.
  •  A partir dos 6 meses – duas papas de fruta, duas refeições salgadas, além de um lanche contendo leite, cereal, pão ou biscoito sem recheio. Como já foi desmamada, a criança precisará de aproximadamente 600 ml de leite por dia. Esta orientação deve ser individualizada e orientada por médico ou nutricionista.
 

quinta-feira, 3 de março de 2011

Amamentação e alimentação saudável para crianças pequenas


A amamentação é mais fácil quando as mães têm informações sobre as práticas saudáveis para ela e para os seus bebês, incluindo a importância do aleitamento exclusivo durante os primeiros seis meses de vida. Mesmo quando existem obstáculos, a amamentação pode ser mantida se as mães receberem a compreensão e apoio dos familiares, dos amigos, da equipe de saúde e no seu ambiente de trabalho. A crescente urbanização e as mudanças nas estruturas familiares têm debilitado estes mecanismos de apoio social.

Por que o leite
materno é bom?

O leite materno é forte e adequado para o bebê, que não vai necessitar de outro alimento até os 6 meses de idade. Depois dessa idade o ato de amamentar deve ser mantido, mas acompanhado com os demais alimentos habituais da família.

Quais são as vantagens da
amamentação?

  • O leite materno é o alimento mais completo que existe
    para o bebê até o sexto mês. Por isso não é preciso
    completar com outros leites, mingaus ou suquinhos,
    fazendo economia para o orçamento familiar;
  • O leite materno é muito fácil de digerir e não sobrecarrega
    o intestino e os rins do bebê. Isso explica porque as fezes
    do bebê são aguadas (amarelas ou verdes), e que a urina
    se apresente bem clarinha e abundante;
  • Ele protege o bebê da maioria das doenças;
    É prático, não precisa ferver, misturar, coar, dissolver ou
    esfriar;
  • Está sempre pronto, a qualquer hora ou lugar;
    Transmite amor e carinho, fortalecendo os laços entre a
    mãe e o bebê;
  • Protege a mãe da perda de sangue em grande quantidade
    depois do parto;
  • Também protege a mãe da anemia porque impede a
    menstruação;
  • A amamentação diminui as chances de a mãe ter câncer
    de mama e de ovário;




Não. O leite nunca é fraco. A aparência do leite muda conforme a fase da amamentação: nos primeiros dias o leite é geralmente em pequena quantidade. É o colostro, um leite concentrado, nutritivo e com muitos anticorpos. É a primeira vacina do bebê. No começo da vida é muito importante que ele receba o colostro a toda hora. Além de dar proteção, ajuda a treinar o jeito de mamar. Com o passar do tempo, o peito produz um leite adequado às necessidades e à idade do bebê, mudando de aparência conforme a duração da mamada. No início ele é mais aguado e ao final da mamada é mais gorduroso.

O que fazer para ter bastante leite?

 Quando o bebê começa a mamar, quando nasce, ainda na sala de parto, a descida e a produção do leite são mais rápidas. Quanto mais o bebê mama, mais leite se produz. A produção do leite acontece quando o bebê suga.
Para manter boa produção de leite, a mãe deve oferecer o peito ao bebê sempre que ele quiser e amamentar durante a noite. Descansar também ajuda. Para o bebê mamar mais, não dê a ele chás, água, sucos ou outro tipo de leite nos primeiros meses de vida.



Como amamentar o bebê?
A mãe deve estar confortável. Se achar necessário poderá apoiar os pés, os braços e as costas. O uso de travesseiros costuma ajudar. A posição do bebê também é importante, ele precisa estar de frente para o peito, bem encostado no corpo da mãe, com o bumbum apoiado pela mão da mamãe. Quando o bebê abocanha uma grande parte da aréola, aquela parte mais escura do peito em volta do bico, fica mais fácil extrair o leite de dentro do peito para a boca. Isso mantém uma boa produção de leite e protege o peito das rachaduras. Uma dica para o bebê abrir bem a boca e pegar bastante aréola: passe o bico do peito na parte que fica entre a boca e o nariz.



O que fazer para evitar rachaduras?




Existe alguma simpatia que altere o leite?

Não. A maioria das simpatias ou crendices não altera o leite. Por exemplo: o bebê arrotar no peito, o leite pingar no chão, a menstruação, nada disso altera a qualidade ou a quantidade do leite. A relação sexual pode ser retomada sem preocupações, pois não atrapalha a amamentação. Aliás, se o bebê estiver mamando só no peito (sem receber água, chás ou outros alimentos), se o bebê tem menos de 6 meses e se a menstruação ainda não voltou, a amamentação ajuda a espaçar uma nova gravidez.

 

Por que não se deve usar mamadeira ou chupeta?


Quando o bebê experimenta outro bico dentro da boca, ele pode ficar confuso e começar a atrapalhar-se na hora de mamar - às vezes isso leva-o a abandonar o peito.
Além disso, as mamadeiras e chupetas são difíceis de limpar e esterilizar, podendo causar infecções.
 

A alimentação da mãe pode prejudicar a amamentação?


Não. A maioria dos alimentos não afeta a amamentação. Comer um pouco mais que o habitual é suficiente para essa fase em que o corpo está produzindo leite. Os alimentos ácidos não “talham” o leite. Não é necessário tomar mais leite de vaca para produzir leite. Café, chá preto ou mate e refrigerantes em grande quantidade podem provocar cólicas no bebê. Parar temporariamente com eles vai mostrar se são os causadores das cólicas. As bebidas alcoólicas e o cigarro são desaconselháveis porque podem afetar a saúde do bebê.

As mães que têm anemia podem amamentar?

Sim, mas devem procurar um tratamento. O médico poderá receitar a medicação adequada, orientar uma dieta e a mãe continua amamentando.

 

As mães podem tomar medicamentos durante a amamentação?


A maioria dos medicamentos é compatível com a amamentação. A mãe só deve tomar remédios quando orientada pelo médico ou por um profissional habilitado.

Por que, às vezes, a mãe sente que está com pouco leite?

Muitas mulheres voltam para suas atividades normais e nem sempre conseguem tempo para descansar. Além de todo o trabalho que já faziam antes, elas também estão produzindo leite. Descansar, sempre que possível, nos intervalos das mamadas pode ajudar.



Qual é a idade de parar de amamentar?

A amamentação é recomendada até 2 anos ou mais. O leite acompanha o crescimento do bebê e ainda contém proteínas, vitaminas, energia e anticorpos para a melhor proteção da criança. Depois de 2 anos de idade, mãe e bebê devem decidir se continuam ou não.


Quando a mãe engravida novamente pode continuar a amamentar?


Sim. Uma nova gestação não prejudica o leite, mesmo que mude um pouquinho o seu gosto. O bebê às vezes estranha, mas logo se acostuma. A amamentação não costuma prejudicar o bebê que está se formando. O médico ou profissional que acompanha o pré-natal deve orientar essa nova gravidez.



Como fazer para trabalhar e amamentar?


Durante a licença-maternidade dar só de mamar, sem qualquer outro líquido. Depois desse período, peça para levar o bebê consigo no trabalho, para continuar a amamentação. Se não for possível, peça à pessoa que vai cuidar do bebê para levá-lo ao seu trabalho para que você mesma possa amamentá-lo. Se o seu trabalho for perto de sua casa, aproveite a “pausa amamentação” para ir amamentar.

Caso essas medidas não sejam possíveis, a mãe pode:

  • Uma ou duas semanas antes de voltar ao trabalho, começar a
    tirar o seu leite e a guardá-lo para fazer um estoque;

  • Amamentar antes de sair de casa para o trabalho e
    imediatamente após regressar;

  • Amamentar durante a noite;
  • No trabalho, se possível, retirar o leite, tantas vezes quanto o
    bebê mamaria se estivesse com a mãe;

  • Nos dias de folga, oferecer o peito à vontade;
  • Na ausência da mãe, o leite estocado deve ser dado em xícara ou copinho;
  • Evitar mamadeiras e chupetas;

Como fazer para conservar o leite estocado?


  • No trabalho, a mãe pode, após lavar as mãos, retirar e guardar seu leite em um frasco de vidro, com tampa plástica de rosca, lavado e fervido. Se houver geladeira, manter o leite sob refrigeração. Se não houver, manter em isopor com gelo;
  • Conservação e validade:
    Na geladeira: leite cru - 12 horas
    leite pasteurizado degelado - 24 horas
    No freezer: leite cru - até 15 dias
    leite pasteurizado - 6 meses
    Fonte: RDC 171/2006 - ANVISA

  • O leite materno deverá ficar o menos tempo possível à temperatura ambiente. Caso você decida doar o excesso do seu leite a um Banco de Leite Humano (BLH)*, congele-o imediatamente após a ordenha.
  • Para ser dado ao bebê, o leite deve ser descongelado e aquecido no próprio frasco, em banho-maria. O leite materno não pode ser descongelado em microondas e não deve ser fervido.
  • Evite o uso de mamadeira. Os bebês podem tomar leite em xícara ou copinho. O leite aquecido que não foi usado deve ser jogado fora.
  • Caso esse armazenamento não seja possível, para manter a produção ela deve apenas ordenhar seu leite e jogá-lo fora.



A família pode ajudar na amamentação?


Sim. Todos podem ajudar a mãe a amamentar: dando apoio, reconhecendo que a amamentação é importante para a saúde de todos, ajudando nos afazeres domésticos e entendendo que amamentar é um momento de muita sensibilidade.

Caso a mãe tenha dúvidas, quem ela deve procurar?


Os Bancos de Leite Humano sempre têm equipes que sabem ajudar as mães na amamentação. Os “Hospitais Amigos da Criança” também podem ajudar. Informe-se na sua comunidade se existe algum grupo de apoio à amamentação, pois eles são muito úteis.

Fonte: Projeto de Inclusão Social e Desenvolvimento Comunitário